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08/07/2021 11:29

Prisão do ex-presidente Zuma é teste para democracia sul-africana

Envolvido em uma série de escândalos de corrupção, o ex-presidente sul-africano Jacob Zuma passou sua primeira noite na prisão, um evento sem precedentes na África do Sul e que coloca à prova as instituições de sua jovem democracia.

Após vários dias de suspense, e para espanto geral, o carismático e polêmico Zuma se rendeu.

Zuma ganhou notoriedade ao lado de Nelson Mandela – quando ambos estavam na prisão – antes de se tornar o temido chefe de Inteligência do Congresso Nacional Africano (CNA) no exílio, na época do Apartheid.

“O presidente teflon”, como o chamam seus críticos por sempre escapar da Justiça, manteve o país em suspense até a meia-noite de quarta-feira, quando se cumpriu o ultimato imposto à sua prisão.

Zuma, de 79 anos, foi condenado na semana passada pelo Tribunal Constitucional a 15 meses de prisão por se recusar a testemunhar aos investigadores anticorrupção.

 

Sua prisão marca um momento histórico para a África, pois é a primeira vez que um ex-governante é preso por se recusar a responder em uma investigação de corrupção.

Zuma montou uma defesa de última hora e se recusou a se entregar na noite de domingo, como o tribunal ordenou.

De acordo com a decisão, a polícia tinha três dias para prendê-lo, caso ele não se entregasse.

– Corrupção e nepotismo –

Após nove anos no cargo, Zuma deixou o poder à força em 2018 e foi substituído por Cyril Ramaphosa. Seu mandato foi marcado por escândalos de corrupção e de nepotismo.


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